Les trois têtês

( 1 + 1 + 1 = 3)

Ano de produção: 2017

Técnica: acrílico

Dimensão: 60 x 130x 4 cm

Essa tela tem a emersão harmoniosa de três faces: uma aparência masculina (quadrados), uma feminina (redondos) e uma espiritual (mescla divina). A interação entre as três cabeças sugere uma elevação mística.

O conjunto das três cabeças sugere uma figura de um homem espacial do futuro, espremido ou oprimido, como se ele fosse o recheio de um sanduíche. Por cima temos uma vulva atômica indígena e por baixo a selva cibernética com os chips da cidade. Um recheio entre os desejos e os padrões. Uma vontade de rebelião, de sair de dentro de si e escapar da pressão de fora, a procura da liberdade.

O quadro pode ser pendurado de qualquer ângulo, mantendo sempre a integridade das três identidades alegres. Não existe  um lado certo ou errado, de todos os pontos é possível enxergar a potência de cada rosto. 

São pontos cardeais universais que determinam as direções de referência para se localizar durante sua estadia na terra.

Cada cabeça  com seus troncos em cima de seus tronos,  reforça seus complementos e convoca a miscigenação de energias e de poderes de cada um. Evoca igualmente o silêncio e a paz da união entre eles e suas instâncias.

A cabeça divina situada no meio une e protege as duas outras cabeças, funcionando como uma ponte e um escudo sublime.

As cores afloram a fisionomia predominante de cada semblante. Os azulados e esverdeados representam o masculino, os alaranjados e avermelhados os femininos e as cores nobres os espirituais. 

A obra evoca a imaginação circense quando começamos a entrar dentro dos detalhes das formas de cada cabeça. A feminina evoca órgãos femininos (milagrosa reprodução), a masculina o vigor viril (másculos músculos) e a espiritual as pontas de triângulos (extremidades energéticas).

Tatoo: la peau sans passeport

“Tatuagem: a pele sem passaporte”

Ano de produção: 2017

Técnica: acrílico

Dimensão: 70 x 150 x 4 cm

O quadro é representado por um fundo mesclado de três cores (amarelo, preto e branco) que simbolizam uma utopia da pele. Retrata unanimidade e caos simultaneamente.

São as cores de três raças misturadas por completo porém mantendo sua cor íntegra separada que se transformam em manchas camufladas de uma nova pele para todos os indivíduos. Todos sem exceção teriam as três cores na pele, tendo no seu passaporte a cor tricolor como uma nova raça futurística.

Pessoas costuradas dentro dessa nova nativa graciosa e cromatizada pele…como se transformado em tatuagens vivas que se camufla e baila com as raças num zigue-zague de quebra cabeças em excelência.

Exposição na AASP São Paulo

A conquista de uma nova concepção, uma nova tatuagem da raça humana, a pele ideal.

Apesar de termos a mesma pele  (NEUTRALIDADE) (só uma raça humana) com a mesma igualdade, sem julgamentos (SIMPLICIDADE),  mesmo assim continuamos a sermos diferentes, em detalhes nas manchas, cada uma com sua peculiaridade (DIVERSIDADE).

Embutidos na camuflagem da pele mundial sem passaporte, pode-se notar 3 crianças de um lado e 3 adultos do outro, uma de cada raça, que se unificaram na mesma pele universal. Um efeito de colagem e de dobra. Um espelho entre a infância e a fase adulta construídos sobre uma mesma base.

É como se o quadro tivesse sido dobrado no meio e as crianças se transformassem em adultos e os adultos em crianças, isso inúmeras e infinitas vezes, sempre de acordo com a situação da vida necessária. Como as imagens que nascem quando cores são misturadas dobrando o papel e criando novas vidas. A junção e a separação de cada ser.

A obra também lembra a uma impressão de um teste Rorschach com várias interpretações possíveis e imaginárias.

Imagine se o quadro fosse um livro. A forma de abrí-lo e fechá-lo daria vida a um conto de estórias, cada uma com um final diferente, uma vez na visão de crianças, outras de adultos e outra vez de ambos.

Lego: no eixo ou fora, unidos e ligados

Ano de produção: 2005

Técnica: acrílico

Dimensão: 60 x 80 x 4 cm

Uma tela antiga da artista, baseada na inspiração de estudos de fragmentos de outra obra e com uma adesão pessoal.

O uso da mistura das cores se dá de forma sábia e misteriosa.

Uma imagem abstrata bem construída e resolvida com muitas camadas. Focado no significado inconsciente do telespectador. O quebra cabeça significa da estruturas de cada indivíduo e as estruturas da sociedade.

uma montagem viva, as experiências que vamos adquirindo ao longo de nossas vidas, montadas como a lego construindo uma imagem. A cada minuto imagem desloca e se modifica, fazendo dela uma imagem da única e diferenciada. Ela tem esse poder de transformação.

No momento o que sobressai é a imagem uma elegante da obscura dama com seus animais (cavalos elefantes) numa passeata floresta adentro entre árvores perfumadas. Um amanhecer versus um entardecer extenso.

“Sem chamado, um entornado pesar entrou e simplesmente se sentou

Alma minha, como pulsar assim

Poder dominador…te peço educadamente desgrude

Lágrimas vividas não combinam com minhas cores

Nos giros deixem me rodopiar

E que o noturno elege a lâmpada…a mágica obviamente

A luz e eu dentro

No eixo ou fora… unidos e ligados (Diane 2018)

Semáforo vivo

Ano de Produção: 2011

Técnica: acrílico

Dimensão: 50 x 120 x 4 cm

A cidade é representada de dentro para fora e de fora para dentro.

O céu está no meio da tela e este é incorporado e cercado por edifícios com pequenas janelas de luzes como se fossem lustres de indivíduos fantasiados de retângulos. Todos admirando um contínuo nascer-pôr de sol caloroso.

O rio (a fluidez da cidade) está em volta da tela fechando-a como um escudo.

No centro da tela, um semáforo com formas distintas , que dão acesso a uma entrada de uma caverna, um lugar secreto e protegido, que leva e traz o choque existencial cotidiano de uma grande cidade.

As lanternas luminárias tem duplo sentido, de iluminação e de delimitação onde a segurança começa ou acaba.

Cada canto da tela é marcado com antenas interligadas que tem a função de proteção enquadrada. Essas conexões fazem transmissões ao vivo da vibração da cidade com as pessoas e vice versa.

A tela transmite sincronicamente uma agitação de um movimento e uma calmaria de uma estagnação: o paradoxo de um relógio. 

Izon

Ano de produção: 2007

Técnica: acrílico

Dimensão: 100 x 100 x 4 cm

Nesta tela tudo se direciona à importância da palavra IZON.

Trata-se de uma brincadeira sobre a expressão inglesa “is on” .

A sentença passa por um processo de mutação e é rebatizada e utilizada por um grupo fechado de jovens adultos, que acrescentam no seu vocabulário cotidiano a palavra IZON. Essa abordagem ganha auge (ibope) nas suas existências.

A tela é representada por uma continuidade de um grande redondo com a poderosa palavra IZON e um grande quadrado envolvendo um caça palavras dessa mesma palavra.

O redondo representa o círculo fluido da pessoa na vida real o fluído.

O quadrado representa as regras, o encaixe dentro da sociedade.

Juntos mostram a sutil junção da fase adolescente para a fase adulta e a aceitação das responsabilidades sem perder o fascínio pela magia da criatividade.