H.O.P.E.

(Esperança)

Papel tela A3

Giz pastel oleoso

H.O.P.E. (esperança), obra de Diane Dumas (@dianedumas11) realizada com giz pastel oleoso sobre papel tela A3, lida, na sua construção visual, com elementos muito orgânicos. Isso significa que, de certa forma, pelos seus aspectos formais, existe, no trabalho visual, um diálogo direto com a natureza. Essa é uma das leituras possíveis, ainda mais quando a imagem é apresentada com um título que remete a uma ideia de olhar para o futuro, guardando a possibilidade de que posa ser construído, pela humanidade, um amanhã melhor do que o presente e vinculado a posturas existenciais que se comprometam com o respeito e cuidado ao meio ambiente.

Oscar D’Ambrosio

Power (Poder)

Papel tela A3 (2021)

stylos colorés e noir

O poder, assim como a arte, tem seus caminhos. A imagem que acompanha este post mostra alguns deles. A essência de ambos talvez esteja na capacidade de se revelarem pela busca constante de se esconderem. O poder mais denso e profundo, aquele que de fato delibera, age e manda, costuma não ser explicitado. Ocorre de maneira sub-reptícia, sem que tenhamos a consciência de sua onipresença. Na arte, ocorre a mesma coisa. As obras geralmente mais profundas em seu poder de questionamento exercem essa atribuição sem necessitar de uma declaração externa de autoridade. A presença do círculo, da evocação do uróboro, a mítica imagem da cobra que infinitamente busca morder a própria cauda e alusões a formas que remetem a ovos, embriões ou casulos constituem um universo visual que remete ao poder de existir e de transformar o ordinário em extraordinário. A arte exerce uma importante potência nesse jogo.

Oscar D’Ambrosio

Músique “sous-sûr” les os: au souffle de la mort qui prend vie

“Música ‘dentro e fora’ dos ossos: o respiro da morte que se transforma em vida”

Ano de produção: 2017

Técnica: acrílico

Dimensão: 80 x 130 x 4 cm

Músique “sous-sûr” les os: au souffle de la mort qui prend vie (Música ‘dentro e fora’ dos ossos: o respiro da morte que se transforma em vida), de Diane Dumas (@dianedumas11)
Pintada com tinta acrílica neon 3D, a obra (80 x 130 x 4 cm) que acompanha este post tematiza a morte de uma maneira diferenciada. Escapa, em boa parte pela maneira como usa a cor, das visões trágicas românticas e permite entrar em algo mais próximo das célebres tradições mexicanas. Existe alegria na dança da morte, vista como transformadora. Afinal, os esqueletos se igualam. As diferenças sociais desparecem perante a nossa estrutura sem peles diferentes. Apenas os ossos estruturam os corpos que se movem perante a música que a nossa imaginária pode colocar na imagem. Talvez a decomposição dos corpos com o passar do tempo tenha, de fato, uma sinfonia diferente para cada um. Os passos dos esqueletos e o movimento das mandíbulas das caveiras também emitem ruídos a serem descobertos pelas percepções de quem contempla a tela. Ver desnudada a estrutura essencial de um ser humano, nesse aspecto, é um ato de humildade. Conhecer aquilo que sustenta a nossa carne nos torna mais cientes de nossas limitações perante a valsa do universo.

Oscar D’Ambrosio