São Paulo Dominó

Ano de produção: 2011

Técnica: acrílico

Dimensão: 70 x 90 x 4 cm

“São Paulo Dominó”, de Diane Dumas (@dianedumas11), painel (70 x 90 x 4 cm) realizado com tinta acrílica e tinta relevo 3D, representa o agitado cotidiano da metrópole paulista. Os prédios surgem como peças de dominó, enquanto mãos, pés e olhos humanos aludem à frenética movimentação dos indivíduos na cidade. A ideia do dinamismo urbano também é expressa pela maneira como as cores são articuladas, transmitindo à sensação de um universo que estimula as percepções de quem dele participa. A cidade não é um bem ou mal em si mesma. Depende de como cada um se integra nesse jogo de dominó, em que cada um é uma peça a dialogar com o todo.

Oscar D’Ambrosio

Semáforo vivo

Ano de Produção: 2011

Técnica: acrílico

Dimensão: 50 x 120 x 4 cm

Semáforo vivo, de Diane Dumas (@dianedumas11)

Pintada com tinta acrílica, 3D e glitter, a obra (50 x 120 x 4 cm) que acompanha este post apresenta, no entorno, um cenário urbano estilizado. Ao centro, surgem elementos geométricos que apontam para o semáforo mencionado no título. Um quadrado vermelho, um triângulo amarelo e um círculo verde compõem espécies de personagens, cada um com as suas especificidades. Nos quatro cantos do trabalho, existem antenas que propiciam as ligações entre tudo aquilo que a imagem sugere. As conotações das cores, relacionadas, tradicionalmente, com o parar, o ficar em estado de atenção e o prosseguir; e das formas, com a materialidade, a espiritualidade e a individuação, representadas, respectivamente, pelo quadrado, triângulo e círculo, atestam as leituras que a obra permite como movimentos internos nos seres humanos e deles em relação à sociedade que os cerca.

Oscar D’Ambrosio

Coruja embrionária

Ano de produção: 2009

Técnica: acrílico

Dimensão: 120 x 70 x 4 cm

Pintada com tinta acrílica e 3D, esta obra (70 x 120 x 4 cm), no seu título e pelas imagens circulares que remetem aos olhos do animal, evoca elementos simbólicos importantes da ave, como a sua capacidade de enxergar na escuridão, vendo o que os outros não conseguem. É relacionada, portanto, ao mistério e à inteligência. As tonalidades luminosas do trabalho apontam para a sua capacidade de usar o conhecimento para tornar tudo resplandecente. Os olhos arregalados da célebre companheira na mitologia grega da deusa Atenas, da Justiça, indicam a onisciência. O fato de conseguir girar o pescoço em até 270º para observar o que está ao seu redor contribui para que seja considerada uma representante do conhecimento. As capacidades de visão e de audição das corujas as tornam exímias caçadoras e surgem na pintura por meio de formas que permitem as mais variadas interpretações, multiplicando a principal característica da arte: ser um embrião de pensamentos e de indagações.

Oscar D’Ambrosio

Izon

Ano de produção: 2007

Técnica: acrílico

Dimensão: 100 x 100 x 4 cm

“IZON” (“is on”), de Diane Dumas (@dianedumas11)

Pintada com tinta acrílica e 3D, a obra (100 x 100 x 4 cm) que acompanha este post tem como eixo poético a palavra fictícia IZON, uma lúdica variação da expressão inglesa “is on”, que significa “estar ligado”. O termo surge ao centro de um grande caça-palavras, em que a expressão, quando encontrada, aparece em branco, enquanto as letras aleatórias estão escritas em vermelho. O trabalho permite uma leitura ambígua, pois “estar em modo on” tanto pode significar viver dentro do sistema, sem questioná-lo, ou manter-se atento a tudo que está ao redor em busca das próprias alternativas, permanecendo com o senso crítico ligado e a mente artisticamente conectada consigo mesma e com o mundo ao redor.

Oscar D’Ambrosio