Guaraná, eu te vejo

2 telas de 80 x 90 cm cada acrílico

Essa obra composta de 2 telas destaca a fascinação pelo tropicalismo vivo .

A ampliação dos detalhes camuflados dos olhares de aves exoticamente brasileiras (tucanos, araras e papagaios) é envolvida pelos frutos do doce guaraná, que fascina pela semelhança a olhos humanos.

A distância do admirador se faz necessária para a assimilação do total, uma assembléia na selva.

A sensação de um abraço de olhos semeados e floridos. Uma tribo com as cores da Amazônia brotando.

Os olhos da mãe natureza estão dentro de cada um de nós. Isso nos une, nos fortifica e nos assimila. Semeie as suas visões óticas. Identifique-se com suas origens, seja autêntico!

Esse cipó de olhos guaranazeiros que parecem pedras preciosas brilhantes tem o símbolo de uma serpente sem cabeça nem rabo transformando-se num rio que transborda energia vital com poder de cura e visionário e efeito estimulador.
Somos nós que encaramos as aves? Ou são elas que nos decifram?
Os pássaros fortalecem o ciclo das sementes para a continuação no processo de mutação. Um verdadeiro plantio de sentimentos.

Dance com a guaraina das cores dessa obra, mescla se a mãe natureza e seja filho, receba sua energia. É a capacidade da natureza de levar vida a quem nela vive. Invista na descoberta da cerca viva dentro de você.

Andamos precisando passear na mata de poemas. Suspire e pire!

Somente abraça quem por completo conseguir sentir. Se você se importar, você saberá cuidar. E se enfim for humano o suficiente para amar, você ficará.

TELL ME YOUR WISHES (Genies)

TELA: 80 x 110 (2019)

A tela te convida a entrar num mundo lúdico com direito a fazer pedidos. As histórias do gênio da lâmpada mágica fascinam todas as culturas de todas as idades.

Como seria nossa realidade terrestre se com um simples esfregar numa lamparina teríamos a nossa disposição pedidos ilimitados, os mais incríveis possíveis a serem realizados. Seríamos mais humanos? 

A obra reúne vários seres mágicos, entre eles gênios, figuras dos contos de fada, como sereias com caudas e cabelos aos ventos, anões guerreiros,  estilosos palhaços, animais da fábula. Como seriam os seus “seres”? Quais seriam suas características? Seria um ele ou uma ela? Pequeno ou grande? Sério ou engraçado? Qual seria sua cor? Qual seria seu cheiro?

A obra te instiga  a fazer uma viagem, em busca de seres em transformação camuflados, direção adentro dos seus sonhos para evocar o seu gênio. Acomode-se confortavelmente, entre na tela, com os olhos abrace-a, solte a mente e escolha um desejo. Sinta cada parte dele. Seja detalhista. Use e abuse dos seus sentimentos, pois seu pedido será processado e se tornará realidade. Questione se você merece recebê lo! Seja honesto consigo mesmo. Agora, convide com um sorriso o seu gênio a entrar dentro de você. Agradeça e receba! Como é essa sensação? Você está livre?

No meio da tela temos fixado uma encantadora lâmpada mágica feita de origami e de quebra cabeças. Esta pode ser vista de forma espelhada com duas aberturas. Com seres encantados saindo do gargalo por cima e por baixo e se unindo pela energia vital.

Essa mesma lâmpada se transforma numa ave imaginária costurada, numa pipa ou num avião utópico, todos alados voando alegremente. O poder dessa luminária (chaleira da vida) é de ser um portal que ilumina a divisão e a junção de mundos e dimensões diferentes.

No mundo “A”  temos no meio um gênio protetor no equilíbrio entre o branco e o preto. Este tem o simbolo do infinito (seriam orelhas mágicas que conhecem o caminho do país da maravilha?), uma coroa e estrelas. Ele incorpora várias entidades dentro dele, também coroadas e iluminadas com símbolos de proteção. Também nota-se a imagem da cabeça de um gato acentuando nossas sete vidas. Ao virar a tela o gato se transforma em rato representando o equilibro. Este “ser” preto e branco também tem o formato de um foguete prestes a decolar, deixando em aberto o plano de aterrissagem. Acima da cabeça dele tem um tapete mágico zelador que o fortalece em seus pensamentos.  Ele segura as mãos de dois indivíduos coloridos com auréolas e múltiplas auras, harmoniosamente entrando e ou saindo de redemoinhos espirais com a função de tubulação de vibrações.

No mundo “B”  temos no centro uma mão de proteção, com listras como se fossem rotas estabelecidas que indica a direção. Dentro da palma uma flor de lótus que nasce de um coração e que reflete o brilho de uma vela. Os dedos com formato diferente destacam nossa peculiaridade, e reforçam a união de pessoas diferentes. A mão tem uma cara estampada dentro dela, a cara de cada um de nós. Essa mesma mão vista de ponta cabeça representa a testa de um pássaro com olhar determinado. A sua esquerda e a sua direita, “seres”, um masculino e outro feminino, destacando a igualdade e a diferença entre os poderes de gênero. Estes portam um colar brilhante  feito por três pedras montadas uma em cima da outra que simbolizam os nossos três “Eus” mantendo o equilíbrio e a harmonia: o meu “eu criança”, o meu “eu adulto” e o meu “eu pais”. E adicionalmente representam os nossos estados da mente: consciente, subconsciente e inconsciente. Ao lado desses gênios pode se notar a presença de estilosos palhaços e de fragmentos de vida dando leveza a uma dança.

No mundo “C” a tela é observada por completo sem divisórias, tanto de cima para baixo como de baixo para cima, é representada por uma grande figura matriarcal e patriarcal, tutelada por vários defensores em metamorfose. Um verdadeiro talismã vivo! O centro colorido representa o corpo com os braços alados pronto para abraçar. 

Em qual desses mundos encontra-se o seu gênio? Já refletiu sobre o seu desejo? Boa viagem!

LES AILES SOUVENT ONT DES HIBOUX (as asas normalmente…

CONJUNTO DE 2 TELAS CADA TELA: 70 x 120 (2019)

Três divindades corujas em alerta num magnificamente chamativo habitar fitam com profundidade os olhares dos admiradores: Cada uma com seus mistérios a serem desvendados.

A coruja maior no centro, entre as duas telas, se torna somente mestre com a união das obras, caso contrário ela fica incompleta, uma eterna busca de sua outra metade. Com a junção das duas telas o poder dessa majestade imponente é alcançado e expandido, sobre a proteção e orientação de suas duas corujas menores com posturas diferentes tanto esteticamente como intuitivamente. Podem representar mundos diferentes com visões e essências individualizadas. A fragilidade e a força, a certeza e a incerteza. 

O convite é o seguinte: Olhe e sinta-se convidado a entrar dentro dos olhares dessas corujas, dentro de seus próprios olhares. Tente encontrar algo de si mesmo, particular ou ainda desconhecido. Como se fosse um encontro ou um reencontro!

Uma tela tem o fundo preto emblemando a escuridão e outra o branco a claridade. E somente com a interação das duas telas se conquista o íntegro da lua e do sol. Com essa união a artista acentua o impulso e o dom de evocar o dia e a noite, obtendo a estabilidade harmoniosa de ambos. Uma ponderação com o feminino e o masculino.

A finalidade é despertar sua própria  luz independente do fundo claro ou escuro. Nosso destino é de iluminar nossa própria aura e alcançar um aprendizado personalizado ininterrupto.

As interpretações sobre as simbologias atribuídas as corujas podem variar muito de cultura para cultura podendo ser positivas ou negativas. Cabe somente  a nós decidir como receber a energia desse conjunto de telas.

As tintas desfrutadas nestas obras refletem constantemente luzes: brilham com cores neon no claro e fluorescem no escuro. A artista reforça com essa luminescência o dom de enxergar o todo, com olhos arregalados, vigilantes e sempre atentos desvendando mistérios.  A prontidão e a vigilância se destacam.

A floresta acolhedoramente colorida abraça essas corujas e se torna num santuário aberto que não cessa de brotar. Um crescimento da flora vital, que prospera dentro de você na sua essência, uma chama que se acende e convida. Esse templo é um refúgio sagrado único, um lugar exótico só seu, semeado e cultivado por você. Uma flora sem mapa, com portão de proteção e com senha para entrar. São flores e galhos encantados com tonalidades neon evocando a magia, dando vida a um fogo inofensivo alegre e vibrante. O fogo da vida! Eh como se fosse o movimento do sangue colorido pelas veias da selva imaginária.

Os pontinhos brotam e os tracinhos costuram pela tela adentro emendando um arco íris criativo simbolizando lanternas por vezes acesas por vezes apagadas.

Coucou coucou hibou coucou…aqui estou. Um ser divino. Olhe para mim, olhe para si, sou sua mascote conselheira. Você está me vendo? Você está se vendo? Olhos nos olhos, vamos adiante! Você vem vindo, vem vindo e de repente você chega exatamente onde você queria estar.

RETRATO, RETRATO MEU: MOSTRE SUA CARA!

TELA: 80 x 130 (2019)

Num mundo cheio de caras, quais são as que me representam? Reconhecer-se além do silêncio e do barulho. 

Essa tela destaca vários núcleos harmoniosos em pleno caos. Como a atuação de pedaços da vida degustados pelos gestos de viver. A maneira que nos destacamos  determina a maneira que sentimos.

Inúmeros rostos robóticos fazendo caras e bocas se espalham tela adentro, e os acessórios embelezam o enquadramento da moldura. Os pescoços em formato de canais revelam a necessidade de sermos flexíveis, se esticando ou encolhendo de acordo com o decorrer da realidade e da ilusão.

Um combate emotivo da nossa mente contra a avalanche de nossos pensamentos antes da tomada de decisões sobre uma ação – intervenção. Qual rosto representará qual atitude?

Esse cruzamento de múltiplas reflexões é elaborado de uma forma esteticamente colorida, sendo a cor o combustível da máquina, o que a nutre. Uma união de motivação e emoção: um constante “emotivar” é a atuação chave. O palpitar do coração se eleva, aproprie-se de seus próprios rostos e seja leal a eles.

Essa dança entre elementos e essências vibratórias movimenta e acelera a nossa verdade inhumana (a verdade notoriamente não é humana)  com todos os detalhes dos nossos defeitos (os defeitos irrefutavelmente são bem humanos). 

Aqui o tédio da monotonia dos componentes invariáveis perde nitidamente a vez. Nada é regular, tudo é legítimo. O vencedor acentua o entusiasmo sobre a variedade da multiplicidade das regras e dos tons.  A diversidade vence da uniformidade.

Apesar de estar em constante aceleração a tela aparenta estar fixa – parada- imobilizada no tempo –  como que uma parada cardíaca antes de voltar ao sopro vital – um momento de respiro, uma posse para clique de uma fotografia, um suspiro imóvel de estátua antes de explodir. E daí suas variações de seu verdadeiro interior colorem seus pontos fortes e fracos.

O quadro tem uma função apelativa para com o observador. Seja você o progresso dentro de ti! Mostre a sua cara! Tenha a valentia de se transformar em tudo um pouco, seja uma mente mixada vira-latada de  vivências (sorrisos e lágrimas). Liberte seu arco íris na sua lente. Viva as suas 7 vidas. Olhe se no espelho: essa tela é o seu retrato, essa tela é você. Mostre a sua cara, entregue ela aos ventos! o melhor de você é a sua verdade, a sua autenticidade, a sua transformação, que todos as suas caras se revelem ao mundo no seu devido tempo.

IZON

VENDIDO

TELA: 100 x 100 (2007)

Nesta tela tudo se direciona à importância da palavra IZON.

Trata-se de uma brincadeira sobre a expressão inglesa “is on” .

A sentença passa por um processo de mutação e é rebatizada e utilizada por um grupo fechado de jovens adultos, que acrescentam no seu vocabulário cotidiano a palavra IZON. Essa abordagem ganha auge (ibope) nas suas existências.

A tela é representada por uma continuidade de um grande redondo com a poderosa palavra IZON e um grande quadrado envolvendo um caça palavras dessa mesma palavra.

O redondo representa o círculo fluido da pessoa na vida real o fluído.

O quadrado representa as regras, o encaixe dentro da sociedade.

Juntos mostram a sutil junção da fase adolescente para a fase adulta e a aceitação das responsabilidades sem perder o fascínio pela magia da criatividade.

LEGO

TELA: 60 x 80 (2005)

Uma tela antiga da artista, baseada na inspiração de estudos de fragmentos de outra obra e com uma adesão pessoal.

O uso da mistura das cores se dá de forma sábia e misteriosa.

Uma imagem abstrata bem construída e bem resolvida com muitas camadas. Focado no significado inconsciente do telespectador. O quebra cabeça significa estruturas de cada indivíduo e as estruturas da sociedade.

uma montagem viva, as experiências que vamos adquirindo ao longo de nossas vidas,  montadas como um lego e construindo uma imagem. A cada minuto a imagem se desloca e se modifica, fazendo dela uma imagem única e diferenciada. Ela tem esse poder de transformação.

No momento o que sobressai é a imagem de uma elegante e obscura dama com seus animais (cavalos e elefantes) numa passeata floresta adentro entre árvores perfumadas. Um amanhecer versus um entardecer extenso .

“Sem chamado, um entornado pesar entrou e simplesmente se sentou

Alma minha, como pulsar assim

Poder dominador…te peço educadamente desgrude.

Lágrimas vividas não combinam com minhas cores

Nos giros deixem me rodopiar

E que o noturno elege a lâmpada…a mágica obviamente

A luz e eu dentro

No eixo ou fora…unidos e ligados”  (Diane 2018)

CORUJA EMBRIONÁRIA

TELA: 120 x 70 (2009)

Trata-se de uma tela mais antiga da artista, um psicodelismo flutuante.

Despertar o sentimento de ser uma psico-criança ao tentar desvendar e entrar na tela com pensamentos ondulando dentro de discos voadores da imaginação.

As bolhas de energia representam embriões humanos com sua visão de vida (mentalidades, pensamentos, valores). As multicoloridas da direita definem todas as influências de pessoas que temos durante nossas vidas. E as monocromáticas azuladas da esquerda (lado do coração) traduzem todas as lembranças que temos de seres que já não fazem mais parte do plano terrestre, porém que nos marcaram de alguma forma e foram de grande aprendizado.

Esse jardim dos embriões fortalece a fecundidade vital universal.

No centro com os horizontes invertidos (verde no céu e azul na terra) encontra-se uma família, cada um com seu batimento individual de coração, composta da união de dois seres maiores que criaram dois menores e que tem a supervisão e a proteção de um terceiro ser mágico (representado por  um sol amarelo-avermelhado). As duas bolhas adultas encontram-se no mundo realístico e as três bolhas crianças encontram-se num mundo de fantasia. 

Todos têm um acesso aberto para o mundo das “estrelas” e o contato com as bolhas já falecidas.

Duas portas-janelas (uma dentro da outra) e uma muralha de anjos dourados mistificados dividem o mundo de fora com o mundo de dentro da família. O que for necessário e bem-vindo entrará.

Os arcos de linhas coloridos são plataformas de arco-íris simbolizando caminhos e estradas, onde as idéias podem ser transformadas. Elas funcionam também como gavetas contínuas onde as energias são armazenadas para quando forem necessárias. Como o indicador  do nível do carregamento de uma bateria. E todo esse episódio de vida acontece sobre a supervisão estilizada de uma mãe coruja tomando conta e nos protegendo e de um coração apaixonado.

OLHUDOS (SS Super Special + WW Wonder World)

CONJUNTO DE 2 TELAS: cada 40 X 130 (2018)

VENDIDO

As duas telas podem ser admiradas por todos os ângulos. Elas tem o mérito de estarem vivas. Pela tela adentro existem bichos com olhos como se fossem valiosas jóias-humanas. Sejamos “olhudos” e aprendamos a olhar vida adentro com vivacidade e relevo: Vida, me ajude a te olhar.

A obra atiça a curiosidade e faz raiar a imaginação:  um “onde está wally”, “onde estão os olhudos”. É uma diversão olhar para as imagens, brincar com adivinhações e explorar visualmente os elementos que constituem o conjunto. Os detalhes fazem as diferenças. ma caça aos tesouros dentro de um mundo imaginário, numa realidade superfantástica, uma selva de sabores a ser degustada, onde os viajantes embarcam numa jornada pueril. A obra retrata uma ingenuidade com objetivo de um auto resgate através da inocência do olhar e do sentir. A inspiração soberana nasce das recordações da infância: um reaprendizado da molecagem dentro de nós. Chamas de sol e pingos de chuva num mundo paralelo com acúmulo de tudo e de nada. Esse enquadramento de sensações é o fundamento, onde será construído sentimentos de amparo e  libertação convidando o amor a entrar e a ser abraçado e as feridas a serem curadas.

As figuras pigmentadas exclamam o sopro e o grito da felicidade de viver (la joie de vivre d´un bon vivant = a alegria de viver de uma boa alma) e representam o significado duplo da pronúncia“vivre + v’ívre” ( = viver + “ser viciado”). O limite céu-terra não existe aqui e até o ar que respiramos é de tonalidade colorida. Entregue-se às imagens que se divertem no balanço da fantasia e encontrará a mensagem dos encantos, sonhe alto e em voz alta!

A relação maternal e paternal se destaca no obra como um lado A e lado B. A tela olhuda toca o sentimento materno (coruja protetora, lua, amor inocente do mundo rosa entre danças e viagens com unicórnios) e a tela olha o sentimento paterno (sol e seus raios, amor inocente do mundo azul com batalhas ilusórias e castelos protetores). Tudo que envolve vida está em órbita constante e é frágil. E essa fragilidade vem da força infantil com seus poderes sobrenaturais transformando-se no seu herói da vez: SS Super special + WW Wonderworld.

Sonhos e fantasias individuais brotam e palpitam querendo sair da tela com ambição de emergir e de se mesclar na vida real. uma batalha escapatória das injustiças inaceitáveis, um desfile humanizado de emoções a serem incorporados. As profundezas dos desenhos animados com suas mensagens implícitas narram uma história aventureira, a introdução de um momento cult sem conclusão. Trata-se de um trabalho lúdico: um vendaval de cores,  encantos, lendas e contos. Estes raramente são contados por completo pois se finalizam na imaginação. Sejamos seguro o bastante para saltitar nas imensidões de descobertas. Sejamos uma geração de produtores de emoções e tenhamos longevidade no nosso acreditar. Que nossos diálogos sejam coloridos e permitam o entendimento das diferenças. Aceite o fato de que você convive com você mesmo até o fim. Procure fazer algo digno de sua própria admiração. Seja sua melhor companhia e sua grande fonte de inspiração. Torne-se sábio de uma vida feliz.

ATOMIQUE (atômica)

2 TELAS: cada 80 x 90 cm (2018)

O título da tela “atomique” (francês)  ( = atômica) representa a visualização da imagem de um gigante cogumelo que se forma nos ares do horizonte depois de uma explosão atômica.

Essa tela representa um mundo camuflado, uma explosão de caminhos a serem percorridos: algumas estradas com curvas e multicoloridas e outras retas em preto e branco com objetivos a serem alcançados. Uma caminhada num mundo caótico e divertido entre cogumelos que podem ser contagiosos ou não. Como sempre existem os bons e os ruins. Momentos preciosos de reflexões: uma sensação de ambivalência constante e iminente entre a reação de suas decisões de vida. O cogumelo pode ser delicioso e bem vindo ao seu prato para ser degustado ou ele pode te levar a morte ou a uma péssima e penosa intoxicação alimentar com consequências. Tudo dependerá da sua colheita e de sua sábia leitura sobre qual passo seguir. 

Em aberto fica a questão sobre a ideologia de qual caminho seguir: o indireto colorido fluvial repleto de curvas ou o linear branco e preto com grandes pedras. A resposta foca no fato de que independente do caminho, todos eles levam ao destino.

A interposição do brilho e da intensidade das cores como o contraste do monocromático acentua um jogo de compatibilidade-reciprocidade e das controvérsias-diversidades.

A entrada dos elementos pretos e brancos se destaca da selva multicolorida como se fosse um enorme cordão neutro em forma de serpente com um dever de justiça, onde tudo é possível.

As telas podem ser admiradas por diferentes ângulos.

Na horizontal, os dois grandes cogumelos deitados na borda da tela dão vida a duas pessoas, uma em cada tela, uma maior (mais grossa) e outra menor (mais fina). Seus troncos são recobertos por chapéus em forma de cápsulas brilhantes. Tela adentro observam-se vários outros cogumelos vibrantes, ainda em botões prontos para serem brotados em pensamentos e idéias flutuantes.

Cada pessoa interpreta os cogumelos da sua forma e de acordo com aquilo que está vivendo naquela altura do campeonato. Alguns verão chupetas (infância), outros pirulitos (doçuras), outros arco e flechas (foco), outros explosões de pensamentos (responsabilidade), e outros resumiram o todo como o efeito cogumelo (a imagem do cogumelo de fumaça) que se tem no horizonte (no céu) depois da explosão de uma bomba atômica. 

Na vertical, o conjunto das duas telas também dá margem ao repouso de uma múmia em seu sarcófago pronta a decolar na sua nave. Ou a interpretação de uma montanha russa com seus altos e baixos (suas válvulas de escape). Também destacam-se alguns pequenos seres de tamanhos diferentes (protetores, mentores) que se formam com as curvas dos caminhos, como se fossem troncos e galhos de uma árvore colorida.

00:00:00 GEBURT (Nascimento)

1 TELA: 70 x 130 (2018)

O quadro provoca uma súbita intriga pelo caos exposto e foca na genialidade das junções das imagens embutidas com detalhes criativos. É fascinante tentar entrar dentro dessa pintura. Suas visões mudam de acordo com a orientação em  que a tela é fixada. Independente disso, é sempre possível enxergar um grande ser. Por isso o título da obra: 00:00:00 define o horário do nascimento de todos, a expulsão e a evolução da energia substancial.

De um jeito vê-se uma cabeça de um extraterrestre ou de um gigante inseto desconhecido com seu cérebro à vista, e seus olhos  profundos nos encarando.

De um outro jeito vê-se a grande “mama”, com um turbante na cabeça, uma figura reconfortante e protetora materna do lar que dentro dela  carrega um indivíduo já crescido.

Na lateral destaca-se uma figura brilhante e hiper vermelha que simboliza um útero florindo e sangrando simultaneamente. Uma taça divina e simbólica convidando a brindar com o sangue da vida. Este útero é enlaçado por dois ovários fluorescentes. Um ovário é beijado por um beija-flor e o outro é abraçado por um golfinho. 

A bolha facetada por inúmeras cores representa o saco amniótico protegendo o feto abstrato sem definições nem julgamentos. Acima os órgãos do tronco destacando o coração e os tubos transmissores (artérias e veias) em direção aos dois pulmões no outro extremo da tela.

A tela na horizontal destaca-se um indivíduo com face e tronco (azul claro e escuro) localizado dentro de um dos pulmões tendo o espelhamento de sua face (violeta escuro) refletido no outro pulmão.  Esse é o momento em que deixamos o saco amniótico, saindo do útero materno e começamos a respirar por nós mesmo pela primeira vez com os nossos próprios pulmões e nos confrontamos com o nosso próprio eu. Por isso a ligação das duas faces desse indivíduo entre si e se refletem como se fosse um espelho, uma pessoa se olhando e vendo o reflexo da própria face simbolizando a sua alma (sua cabeça espiritual) e sentindo o seu próprio respiro (sua aura).

No centro, na passagem  do útero para os pulmões, no coração estilístico há  um circuito, um grupo entrelaçado de mini-indivíduos com mantas coloridas, anjos e mentores protetores usando chapéus de cobre (de proteção e de atração) que os unem uns aos outros , que se abraçam e dançam juntos. Sãoigualmente as células cinzas do cérebro do extra-terrestre ou do indivíduo dentro da barriga da “mama”. Aqui revela-se a força da união desses dois órgãos coração e cérebro, essenciais para a sobrevivência. 

No meio se destaca a imponência da espiral do DNA que divide o quadro. Grudado a ela está uma balança de equilíbrio, a justiça representa por ovos (testículos masculinos e os óvulos femininos) que viram olhos perante o mundo.

No centro também se destaca uma sutil metaformose. O formato da sorte de trevos de quatro folhas é comparado com asas que acariciam nossa paz interior reforçam o respiro vital.
A forte mensagem: Você não é um robô. Nasça e renasça quantas vezes quiser e for necessário, e isso na sua hora desejada. Os seus órgãos humanos sempre estarão expostos, mas sua fraqueza será sua maior força.