São Paulo

São Paulo

Essa tela representa o cotidiano pulsante de uma grande cidade que pulsa 24 horas,  365 dias ao ano sem cessar o batimento dessa rotina diurna e noturna.

Os edifícios vivos (interação entre prédios e humanos) construídos para alcançarem o céu são encarnados por um jogo de dominós, cada um individualizado por seus próprios números como se fossem impressões digitais.  As cifras não buscam a semelhança e sim a diferenciação, seriam botões a florescer (nascimento).

As mãos representam a agilidade dos indivíduos, estas parecem terem sido costuradas com pontos luminosos dentro do cenário da cidade. Como se fossem belas cicatrizes. Nelas destacam-se olhos, como um sexto sentido tentando sobreviver dentro dessa selva urbana. A visualidade não é representada somente com olhos que vêem, mas sim com mãos que sentem com um tocar que enxerga. Os olhos se multiplicam e são os faróis da metrópole. Eles tem dupla função, a de enxergar e de iluminar para verem e para serem vistos.

Dois braços formam uma conexão abraçando e construindo assim uma passagem entre duas dimensões, o material (o tocável) e o sensitivo (o intocável).  A imagem dessa formação de arco lembra o retrato de uma igreja iluminada com seus aros protetores e magistrais.

Essa ponte-túnel cria um movimento de abertura de porta, uma transmissão entre um lado e o outro convidando a travessia desconhecida.

Como vivemos nas alturas, os pés vermelhos vivos cheios de sangue flutuam nos ares, como balões tentando achar a direção dos caminhos. Cada um no comando de sua caminhada.

As raízes são veias e artérias humanas abastecendo a cidade pulsando no ritmo de trevos de 4 folhas que são os figurinos dos corações enterrados na terra.

A calmaria de um céu violeta se destaca no horizonte reforçando uma realidade imaginária.

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