GAME ON: LES JEUX SONT FAITS…rien ne va plus

CONJUNTO DE 3 TELAS:  a do meio 80 x 130 e as laterais 70 x 130 (2017)

Obra representa o jogo da vida, o campeonato “Game on”. A expressão “les jeux sont faits et rien ne va plus” é utilizada na roleta em casinos, a largada foi dada e a partir desse momento nada mais pode ser alterado até a bola parar e um novo jogo recomeçar. Cada ação atrai uma reação. As sinalizações e as regras devem ser respeitadas, ganhando bônus de experiências pelo percurso, adquirindo conquistas e prêmios e tendo em mente o objetivo de chegar um dia ao topo.

A tela é uma imagem enigma com informações diretas e indiretas atingindo o consciente e inconsciente. É um ringue divertido e cada integrante está na sua luta individual. Um todo com muitas partes e muitas partes dentro de um todo. Um tapete vivo, uma colcha bordada de retalhos intergalácticos na terra dos games, um mantra de batimentos de conexões e de encontros. A tela quer tocar o telespectador através de pulsações, cada detalhe tem um significado. Um convite comovente para uma viagem psicodélica pulando amarelinha nos trilhos da própria mente. 

A importância do tempo é destacada por meio de  símbolos de carregamento ou de esgotamento para o registro do começo ou do final do jogo, uma contagem progressiva ou regressiva. O tempo é um luxo, nossa maior riqueza. O ciclo de que tudo passa e é temporário  é reforçado pela divisória entre o claro e o escuro, do dia da noite.

As duas montanhas multicoloridas laterais se unem ganhando força como um imã no centro, dois triângulos compostos por ruínas de fragmentos lascados. Estas representam um quebra cabeça e um tetris customizados em movimento. Encaixes e desencaixes simbolizam a pobreza e a riqueza do interior da alma de cada indivíduo.

Os famosos monstrinhos e come-comes (pac man) cercam as montanhas. Suas finalidades são subjetivas de acordo com a necessidade da sobrevivência, podendo ser protetores do bem (abraçando) ou invasores do mal (atacando). Teriam eles a função de serem juízes do jogo, não representando nem o auge do sucesso nem o fracasso da perda. Seriam como comilões e trapalhões, um símbolo de obrigação (trabalho, tarefas) e diversão (folga, recreação): monstrinhos para animar ou assustar e pac mans para comer, crescer e proteger ou engolir o adversário.

No centro  tem uma escada feita de zíperes que representa a abertura e o fechamento de etapas. Cada um pode subir (alcançar as nuvens do céu, descansar com anjos) ou descer (ficar na agitação do jogo). Dentro de cada degrau nota-se a evolução de um diamante como prêmio (cobre, bronze, prata e ouro de acordo com o grau de crescimento) e a do movimento de um olhar (como abertura e fechamento da mente e da forma de enxergar a vida: olhos fechados se transformando em olhos abertos e vice versa).

Valor sugerido: 16 Mil.