Evolution = Humanität + Diversität + Totalität + Spiritualität

Conjunto de 4 telas de 60 x 70 cm cada, acrílica (2021)

A artista deixa a livre critério se a obra será mantida em um conjunto de 4 telas (humanidade, diversidade, totalidade e espiritualidade) ou será separada e admirada de forma individual.

Cada obra tem formas semelhantes a sinapses de transformações, explosões de neurônios e realça um desenvolvimento, isso de forma inconsciente e abstrata, utilizando o estilo de representação da “neuro arte”. 

A mente do admirador pode ser ampliada através da linguagem não racional que se apropria de elementos neuro gráficos, que reflete uma interface cibe artística, baseada em tecnologia eletroencefalográfica.

A junção das obras representa uma utopia de uma conexão de um crescimento do ser humano ao seu mais alto nível, despertando o auge e alcançando a evolução (Evolution).

As obras vibram continuamente e chamam o olhar do admirador, tendo um efeito hipnotizante e de acordo com a crença de cada um, podendo até ter um poder de cura.

A artista reforça que o primeiro passo é nos conscientizarmos de que não somos somente o nosso ego (a nossa ideia de identidade), mas, que somos sim muito mais do que isso (Carl Jung). A questão não é atingir a perfeição, mas sim nos tornamos maiores e completos, num processo de unir o consciente e o inconsciente.

Busque ir além de suas certezas, duvide de quem você é, do que você vê, questione sempre. Vá além de quem você acredita ser, para encontrar quem você realmente é.

HUMANITÄT (Humanidade)

60 x 70 cm, acrílico (2021)

Essa obra faz vibrar a bela parte da raça humana e de sua mansidão, acentuando sua brandura no coração.

Os traços da humanidade são representados por o conjunto de características especificas a natureza humana.

Um sentimento de bondade, benevolência em relação aos nossos semelhantes e de compaixão em relação aos desfavorecidos.

DIVERSITÄT (Diversidade)

60 x 70 cm, acrílico (2021)

O conjunto múltiplo composto por qualidades diversas, incluindo maneiras variadas de pensar, sentir e agir.

O conceito de diversidade das espécies é representado por aquilo que é diferente e que tem multiplicidade, tudo aquilo que apresenta pluralidade e que não é homogêneo.  Que os seres humanos tendem a ter, independente da influência da cultura.

TOTALITÄT (Totalidade)

60 x 70 cm, acrílico (2021)

Alcançar a totalidade é a condição de sermos inteiro, é o estado de sermos completo, termos integridade e universalidade. É um conjunto de toas as partes e secções que compõem um todo, simplesmente uma soma total.

Passamos a ver e nos relacionar com o mundo sem estarmos presos à nossa ideia de identidade, aos nossos conceitos de certo e errado, aos preconceitos, pois entendemos que somos muito mais além de tudo isso. Somos o todo e a parte dele. Somos o universo.

SPIRITUALITÄT (Espiritualidade)

60 x 70 cm, acrílico (2021)

Espiritualidade é um impulso de transcender, ser maior do que si próprio.

De acordo com as pessoas, a espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa ou mística.

Para a artista, a espiritualidade é livre e criativa, o que predomina é a voz interior, o toque divino. A espiritualidade é a vivência top, é ter a qualidade absoluta, mais alta de ser espiritual.

Trata-se da propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, a procura de um sentido de conexão com algo nos perguntamos quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Pessoa de grande espiritualidade seria o objetivo de todos. Estamos buscando uma totalidade, para nos ampliar.

Chamas do bem

conjunto de 3 obras, cada 70 x 100 cm , acrílico (2021)

Obra composta por 3 telas unidas por uma flama com energia vital nas cores metálicas cobre, bronze, prata e ouro.

O início da vida num caracol circular simbolizando uma digital na sua individualidade envolvido num grande olho da verdade (tela da esquerda).

Esta tela se integra num símbolo do infinito duplo de 4 direções simbolizando um botão da natureza se abrindo (tela do meio).

Dando continuidade na direção de um triângulo de duas faces amadurecido num losango (diamante) com olhos que são protegidos por cantos dominantes.

Trata-se de uma flama fascinada pela vida terrestre e celeste com base no pulsar infinito do sentimento de amor.

Parte 1
Parte 2
Parte 3

conjunto de 3 telas, cada 70 x 100 cm , acrílico

Anfitriões

2 obras 70 x 130 cm cada , acrílico, 2020

A expressividade colorida ilumina as duas obras acopladas com animais camuflados que se complementam numa elevação intuitiva e numa dimensão flutuante. Nas duas telas, se fortifica o elo da interação entre os animais em si e entre os admiradores intensificando de que não existe acasos na lei dos encontros.

Nas obras, o “convidar” é a ação universal em comum. Uma vez a obra é a anfitriã e o espectador o convidado, outra vez a obra é o convidado e o espectador é o anfitrião. Independentemente de ser anfitrião ou convidado, somos o coração do ambiente e nos aconchegamos nos ombros dos sentimentos afetivos.

Numa das telas os contornos brancos são predominantes, enquanto na outra estes são os pretos.

A obra mais clara é leve e aberta a ser decifrada. Os bichos estão em movimento como que em céu aberto. O diurno reforça o aparecer. Os animais aceitam o convite do admirador para sair da tela e entrar nele, criando uma junção de saída-entrada. Aqui você é o anfitrião e a tela o convidado.

A obra mais escura é profunda e intrigante a ser analisada. Os bichos estão pausados como que dentro de uma caverna. O noturno domina o esconder. Os animais enviam um convite para o admirador entrar dentro da tela, criando uma junção de entrada-saída. Aqui a tela é anfitriã e você é o convidado.

Permita-se criar uma conexão com essa matriz sagrada do meio ambiente. Reconheça o próprio rosto dentro dos outros rostos. Sinta a sua afinidade com as energias guiadoras e protetoras, conheça a força delas em circunstâncias diferentes, e lembre-se das suas origens e do que você é feito. Alcance sua autenticidade.

Em ambas as obras destaca-se um rosto energético em pranto para nos lembrar da força da compaixão.

Nós somos todo o universo, a natureza está dentro da gente. Somos a soma de todos os poderes celestiais além do tempo. Somos herdeiros e podemos ser vistos em todos os mundos. Cuidando de você, você estará cuidando do outro, e cuidando do outro, você estará cuidando de você. Somos todos a continuação uns dos outros, unidos e separados. Somos um só e fazemos parte do plano divino. Antes de sermos corpos já éramos almas.

Guaraná, eu te vejo

Conjunto de 2 telas de 80 x 90 cm cada, acrílico (2020)

Exposição na AASP, Sáo Paulo

Essa obra composta de 2 telas destaca a fascinação pelo tropicalismo vivo .

A ampliação dos detalhes camuflados dos olhares de aves exoticamente brasileiras (tucanos, araras e papagaios) é envolvida pelos frutos do doce guaraná, que fascina pela semelhança a olhos humanos.

A distância do admirador se faz necessária para a assimilação do total, uma assembléia na selva.

A sensação de um abraço de olhos semeados e floridos. Uma tribo com as cores da Amazônia brotando.

Os olhos da mãe natureza estão dentro de cada um de nós. Isso nos une, nos fortifica e nos assimila. Semeie as suas visões óticas. Identifique-se com suas origens, seja autêntico!

Esse cipó de olhos guaranazeiros que parecem pedras preciosas brilhantes tem o símbolo de uma serpente sem cabeça nem rabo transformando-se num rio que transborda energia vital com poder de cura e visionário e efeito estimulador.
Somos nós que encaramos as aves? Ou são elas que nos decifram?
Os pássaros fortalecem o ciclo das sementes para a continuação no processo de mutação. Um verdadeiro plantio de sentimentos.

Dance com a guaraina das cores dessa obra, mescla se a mãe natureza e seja filho, receba sua energia. É a capacidade da natureza de levar vida a quem nela vive. Invista na descoberta da cerca viva dentro de você.

Andamos precisando passear na mata de poemas. Suspire e pire!

Somente abraça quem por completo conseguir sentir. Se você se importar, você saberá cuidar. E se enfim for humano o suficiente para amar, você ficará.

Tell me your wishes (Genies)

Obra de 80 x 110 cm, acrílico (2019)

A tela te convida a entrar num mundo lúdico com direito a fazer pedidos. As histórias do gênio da lâmpada mágica fascinam todas as culturas de todas as idades.

Como seria nossa realidade terrestre se com um simples esfregar numa lamparina teríamos a nossa disposição pedidos ilimitados, os mais incríveis possíveis a serem realizados. Seríamos mais humanos? 

A obra reúne vários seres mágicos, entre eles gênios, figuras dos contos de fada, como sereias com caudas e cabelos aos ventos, anões guerreiros,  estilosos palhaços, animais da fábula. Como seriam os seus “seres”? Quais seriam suas características? Seria um ele ou uma ela? Pequeno ou grande? Sério ou engraçado? Qual seria sua cor? Qual seria seu cheiro?

A obra te instiga  a fazer uma viagem, em busca de seres em transformação camuflados, direção adentro dos seus sonhos para evocar o seu gênio. Acomode-se confortavelmente, entre na tela, com os olhos abrace-a, solte a mente e escolha um desejo. Sinta cada parte dele. Seja detalhista. Use e abuse dos seus sentimentos, pois seu pedido será processado e se tornará realidade. Questione se você merece recebê lo! Seja honesto consigo mesmo. Agora, convide com um sorriso o seu gênio a entrar dentro de você. Agradeça e receba! Como é essa sensação? Você está livre?

No meio da tela temos fixado uma encantadora lâmpada mágica feita de origami e de quebra cabeças. Esta pode ser vista de forma espelhada com duas aberturas. Com seres encantados saindo do gargalo por cima e por baixo e se unindo pela energia vital.

Essa mesma lâmpada se transforma numa ave imaginária costurada, numa pipa ou num avião utópico, todos alados voando alegremente. O poder dessa luminária (chaleira da vida) é de ser um portal que ilumina a divisão e a junção de mundos e dimensões diferentes.

No mundo “A”  temos no meio um gênio protetor no equilíbrio entre o branco e o preto. Este tem o simbolo do infinito (seriam orelhas mágicas que conhecem o caminho do país da maravilha?), uma coroa e estrelas. Ele incorpora várias entidades dentro dele, também coroadas e iluminadas com símbolos de proteção. Também nota-se a imagem da cabeça de um gato acentuando nossas sete vidas. Ao virar a tela o gato se transforma em rato representando o equilibro. Este “ser” preto e branco também tem o formato de um foguete prestes a decolar, deixando em aberto o plano de aterrissagem. Acima da cabeça dele tem um tapete mágico zelador que o fortalece em seus pensamentos.  Ele segura as mãos de dois indivíduos coloridos com auréolas e múltiplas auras, harmoniosamente entrando e ou saindo de redemoinhos espirais com a função de tubulação de vibrações.

No mundo “B”  temos no centro uma mão de proteção, com listras como se fossem rotas estabelecidas que indica a direção. Dentro da palma uma flor de lótus que nasce de um coração e que reflete o brilho de uma vela. Os dedos com formato diferente destacam nossa peculiaridade, e reforçam a união de pessoas diferentes. A mão tem uma cara estampada dentro dela, a cara de cada um de nós. Essa mesma mão vista de ponta cabeça representa a testa de um pássaro com olhar determinado. A sua esquerda e a sua direita, “seres”, um masculino e outro feminino, destacando a igualdade e a diferença entre os poderes de gênero. Estes portam um colar brilhante  feito por três pedras montadas uma em cima da outra que simbolizam os nossos três “Eus” mantendo o equilíbrio e a harmonia: o meu “eu criança”, o meu “eu adulto” e o meu “eu pais”. E adicionalmente representam os nossos estados da mente: consciente, subconsciente e inconsciente. Ao lado desses gênios pode se notar a presença de estilosos palhaços e de fragmentos de vida dando leveza a uma dança.

No mundo “C” a tela é observada por completo sem divisórias, tanto de cima para baixo como de baixo para cima, é representada por uma grande figura matriarcal e patriarcal, tutelada por vários defensores em metamorfose. Um verdadeiro talismã vivo! O centro colorido representa o corpo com os braços alados pronto para abraçar. 

Em qual desses mundos encontra-se o seu gênio? Já refletiu sobre o seu desejo? Boa viagem!

Les ailes souvent ont des hiboux (as asas normalmente têm corujas)

Conjunto de 2 telas, cada 70 x 120 cm, acrílico (2019)

Três divindades corujas em alerta num magnificamente chamativo habitar fitam com profundidade os olhares dos admiradores: Cada uma com seus mistérios a serem desvendados.

A coruja maior no centro, entre as duas telas, se torna somente mestre com a união das obras, caso contrário ela fica incompleta, uma eterna busca de sua outra metade. Com a junção das duas telas o poder dessa majestade imponente é alcançado e expandido, sobre a proteção e orientação de suas duas corujas menores com posturas diferentes tanto esteticamente como intuitivamente. Podem representar mundos diferentes com visões e essências individualizadas. A fragilidade e a força, a certeza e a incerteza. 

O convite é o seguinte: Olhe e sinta-se convidado a entrar dentro dos olhares dessas corujas, dentro de seus próprios olhares. Tente encontrar algo de si mesmo, particular ou ainda desconhecido. Como se fosse um encontro ou um reencontro!

Uma tela tem o fundo preto emblemando a escuridão e outra o branco a claridade. E somente com a interação das duas telas se conquista o íntegro da lua e do sol. Com essa união a artista acentua o impulso e o dom de evocar o dia e a noite, obtendo a estabilidade harmoniosa de ambos. Uma ponderação com o feminino e o masculino.

A finalidade é despertar sua própria  luz independente do fundo claro ou escuro. Nosso destino é de iluminar nossa própria aura e alcançar um aprendizado personalizado ininterrupto.

As interpretações sobre as simbologias atribuídas as corujas podem variar muito de cultura para cultura podendo ser positivas ou negativas. Cabe somente  a nós decidir como receber a energia desse conjunto de telas.

As tintas desfrutadas nestas obras refletem constantemente luzes: brilham com cores neon no claro e fluorescem no escuro. A artista reforça com essa luminescência o dom de enxergar o todo, com olhos arregalados, vigilantes e sempre atentos desvendando mistérios.  A prontidão e a vigilância se destacam.

A floresta acolhedoramente colorida abraça essas corujas e se torna num santuário aberto que não cessa de brotar. Um crescimento da flora vital, que prospera dentro de você na sua essência, uma chama que se acende e convida. Esse templo é um refúgio sagrado único, um lugar exótico só seu, semeado e cultivado por você. Uma flora sem mapa, com portão de proteção e com senha para entrar. São flores e galhos encantados com tonalidades neon evocando a magia, dando vida a um fogo inofensivo alegre e vibrante. O fogo da vida! Eh como se fosse o movimento do sangue colorido pelas veias da selva imaginária.

Os pontinhos brotam e os tracinhos costuram pela tela adentro emendando um arco íris criativo simbolizando lanternas por vezes acesas por vezes apagadas.

Coucou coucou hibou coucou…aqui estou. Um ser divino. Olhe para mim, olhe para si, sou sua mascote conselheira. Você está me vendo? Você está se vendo? Olhos nos olhos, vamos adiante! Você vem vindo, vem vindo e de repente você chega exatamente onde você queria estar.

Retrato, retrato meu: mostre sua cara!

Tela: 80 x 130 cm, acrílico (2019)

Num mundo cheio de caras, quais são as que me representam? Reconhecer-se além do silêncio e do barulho. 

Essa tela destaca vários núcleos harmoniosos em pleno caos. Como a atuação de pedaços da vida degustados pelos gestos de viver. A maneira que nos destacamos  determina a maneira que sentimos.

Inúmeros rostos robóticos fazendo caras e bocas se espalham tela adentro, e os acessórios embelezam o enquadramento da moldura. Os pescoços em formato de canais revelam a necessidade de sermos flexíveis, se esticando ou encolhendo de acordo com o decorrer da realidade e da ilusão.

Um combate emotivo da nossa mente contra a avalanche de nossos pensamentos antes da tomada de decisões sobre uma ação – intervenção. Qual rosto representará qual atitude?

Esse cruzamento de múltiplas reflexões é elaborado de uma forma esteticamente colorida, sendo a cor o combustível da máquina, o que a nutre. Uma união de motivação e emoção: um constante “emotivar” é a atuação chave. O palpitar do coração se eleva, aproprie-se de seus próprios rostos e seja leal a eles.

Essa dança entre elementos e essências vibratórias movimenta e acelera a nossa verdade inhumana (a verdade notoriamente não é humana)  com todos os detalhes dos nossos defeitos (os defeitos irrefutavelmente são bem humanos). 

Aqui o tédio da monotonia dos componentes invariáveis perde nitidamente a vez. Nada é regular, tudo é legítimo. O vencedor acentua o entusiasmo sobre a variedade da multiplicidade das regras e dos tons.  A diversidade vence da uniformidade.

Apesar de estar em constante aceleração a tela aparenta estar fixa – parada- imobilizada no tempo –  como que uma parada cardíaca antes de voltar ao sopro vital – um momento de respiro, uma posse para clique de uma fotografia, um suspiro imóvel de estátua antes de explodir. E daí suas variações de seu verdadeiro interior colorem seus pontos fortes e fracos.

O quadro tem uma função apelativa para com o observador. Seja você o progresso dentro de ti! Mostre a sua cara! Tenha a valentia de se transformar em tudo um pouco, seja uma mente mixada vira-latada de  vivências (sorrisos e lágrimas). Liberte seu arco íris na sua lente. Viva as suas 7 vidas. Olhe se no espelho: essa tela é o seu retrato, essa tela é você. Mostre a sua cara, entregue ela aos ventos! o melhor de você é a sua verdade, a sua autenticidade, a sua transformação, que todos as suas caras se revelem ao mundo no seu devido tempo.

Les trois têtês (1 + 1 + 1 = 3)

Obra com 60 x 130 cm, acrílico (2017)

Essa tela tem a emersão harmoniosa de três faces: uma aparência masculina (quadrados), uma feminina (redondos) e uma espiritual (mescla divina). A interação entre as três cabeças sugere uma elevação mística.

O conjunto das três cabeças sugere uma figura de um homem espacial do futuro, espremido ou oprimido, como se ele fosse o recheio de um sanduíche. Por cima temos uma vulva atômica indígena e por baixo a selva cibernética com os chips da cidade. Um recheio entre os desejos e os padrões. Uma vontade de rebelião, de sair de dentro de si e escapar da pressão de fora, a procura da liberdade.

O quadro pode ser pendurado de qualquer ângulo, mantendo sempre a integridade das três identidades alegres. Não existe  um lado certo ou errado, de todos os pontos é possível enxergar a potência de cada rosto. 

São pontos cardeais universais que determinam as direções de referência para se localizar durante sua estadia na terra.

Cada cabeça  com seus troncos em cima de seus tronos,  reforça seus complementos e convoca a miscigenação de energias e de poderes de cada um. Evoca igualmente o silêncio e a paz da união entre eles e suas instâncias.

A cabeça divina situada no meio une e protege as duas outras cabeças, funcionando como uma ponte e um escudo sublime.

As cores afloram a fisionomia predominante de cada semblante. Os azulados e esverdeados representam o masculino, os alaranjados e avermelhados os femininos e as cores nobres os espirituais. 

A obra evoca a imaginação circense quando começamos a entrar dentro dos detalhes das formas de cada cabeça. A feminina evoca órgãos femininos (milagrosa reprodução), a masculina o vigor viril (másculos músculos) e a espiritual as pontas de triângulos (extremidades energéticas).

Todo mundo no mundo de todo mundo

Obra de 80 x 130 cm, acrílico (2017)

A tela é representada por um complô de cores néon vibrantes demonstrando uma multidão de pessoas, umas dentro das outras. São os vivos interagindo. Todos estamos juntos e separados e separados e juntos em algum momento de nossas vidas. Trata-se de uma união-junção mundial.

Esses seres distintos simbolizados por figuras de tamanhos, formatos e cores diferentes e sem especificação de rostos e detalhes  (cada um com seu acreditar e seu comportamento de se expressar) formam um conjunto de uma raça a parte (eliminação da discriminação) e reforçam a energia existencial de que todo mundo vive no mundo de todo mundo e contribui para todo o mundo (um dentro do outro e fora dele ao mesmo tempo). Existe uma interação e uma junção superior e que o crescimento somente se dará se deixarmos de sermos egocêntricos e olharmos para todos como um todo.

A imagem representa energias vivas e únicas reforçando o complexo da igualdade mantendo e respeitando a diversidade. Cada um de nós é o outro do outro! Precisamos um do outro!

O quadro, recebeu tintas com material luminescente e, tem a “magia” de brilhar no escuro da noite, ele se ilumina comprovando que mesmo sem iluminação, ele tem o poder de ter uma luz própria, pois é vivo. O contorno das figuras vivas, que mesmo adormecidas fica brilhando, acentuando as auras das pessoas. O brilho na escuridão reforça o efeito ininterrupto das vibrações entre seres vivos. Uma festa contínua do dia e da noite, um brilho (uma claridade) na eternidade.

Essas silhuetas também dão abertura a visão de maçanetas, de fechaduras e chaves de modelos diferentes, que abrem todos os tipos de portas e janelas vivas. A decisão está dentro de nós, de virar ou não a maçaneta, decidindo entrar (ir adiante) ou sair (recuar) perante um desafio. Encaixes e desencaixes. Abrir ou fechar a própria tela.

“Verwurzelt” (enraízado)

Conjunto de 3 telas: 80 X 110 cm – 80 x 120 cm – 80 x 130 cm, acrílico (2018)

O título “verwurzelt” (em alemão) significa “enraizado”. A sequência das três telas acentua o fluxo  das raízes envolventes, unindo e libertando os elementos e promovendo um magnético espetáculo de conexão e desconexão entre o amador e o especialista, entre a ilusão e a realidade. O equilíbrio da estabilidade de mãos dadas com a  instabilidade.

A estrutura construtiva das telas é como se o todo fosse uma grande pessoa de cima a baixo com pontos de aberturas e fechamentos, representados por chackras, sob a supervisão de bolhas planetárias e canais de maturidade. O circuito com seus círculos e suas linhas simboliza a árvore da vida, baseado na escola de pensamento da Kaballah reforçando o crescimento por meio da autotransformação mental, espiritual e moral. O percurso das conexões retrata uma viagem interna e externa de uma mudança pessoal com uma peça teatral com vários atos, representando o amadurecimento dos encontros e dos desencontros. A evolução da humanidade compreendendo seu papel no mundo e valorizando o aprendizado das experiências vividas.

O propósito da obra é fazer com que o telespectador sinta-se em seu próprio filme, em sua própria história. Analisar-se de forma intensa (anamnese, diagnóstico e terapia). A totalidade das imagens representa um caos aventureiro dentro de uma mente aberta.

A obra compõe dois protagonistas principais, ambos podem ser vistos de frente ou na lateral, um em cada oposto das telas, sendo um rosto feminino e o outro masculino. Uma união livre complementadora que valoriza a individualidade e a contingência. O masculino de frente para um telão e o feminino com os cabelos ao vento, ambos  destinados a encontrarem-se no meio, onde se unem numa forma alada, metamorfoseando-se à procura de uma sincronização: nascidos para voar (ir além) e se regenerar (recomeçar de novo). A inseminação e a colheita são representados por frutos pendurados. E o aconchego sentimental se apresenta por meio do envolvimento de seres imaginários de tamanhos diferentes.

O trio da obra também representa uma densa nave espacial atraindo-nos para um espaço sideral multicolorido com feixes de luzes e tramas, e ao mesmo tempo expulsando para fora como se ainda não fossemos adeptos.